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Império dos carros de luxo em crise: Bóca Mafra acumula dívida de R$ 156 milhões em Balneário Camboriú

Conhecida por comercializar alguns dos carros mais caros e exclusivos do mercado, a Bóca Mafra, de Balneário Camboriú, enfrenta uma crise financeira que já soma R$ 156,4 milhões em dívidas. Para tentar reorganizar as contas e evitar que a situação se agrave, a empresa procurou a Justiça pedindo um prazo de 60 dias sem cobranças judiciais, período em que pretende negociar diretamente com seus credores.

A situação envolve também a Mafra Administradora de Bens, que participa do pedido judicial. De acordo com as empresas, o mercado de veículos de luxo passou por dificuldades que afetaram diretamente os negócios. A redução das vendas, os juros elevados, a concorrência e o custo para manter carros de alto valor em estoque estão entre os motivos apontados para o problema financeiro. Outro ponto que chama a atenção é a disputa envolvendo 22 veículos avaliados em aproximadamente R$ 25 milhões, que podem ser apreendidos por determinação da Justiça de São Paulo.

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Apesar da tentativa de conseguir mais tempo para negociar, a revendedora ainda não recebeu autorização para suspender as cobranças. Em decisão divulgada nesta quarta-feira (4), a Justiça apontou que faltam informações importantes para avaliar o pedido, incluindo documentos sobre as dívidas, contratos e identificação dos credores. O juiz também quer entender melhor a participação da administradora de bens no processo. As empresas terão até o dia 19 de novembro para entregar a documentação solicitada.

Mesmo diante do cenário financeiro, a Bóca Mafra informou que segue com suas atividades e trabalha para encontrar uma saída por meio de acordos. A empresa não descarta recorrer à recuperação judicial caso as negociações não tenham o resultado esperado. Por enquanto, não existe decisão judicial suspendendo as cobranças ou autorizando uma recuperação judicial. O futuro das negociações dependerá dos próximos passos do processo e dos possíveis acordos com os credores.

Via: ND Mais

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