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Novas denúncias surgem em meio à tentativa de abafar o caso do professor que maquiava crianças em Navegantes

O caso do professor que maquiava crianças de aproximadamente cinco anos no CMEI Rosana, no bairro Gravatá, em Navegantes, ganhou novos desdobramentos e aumentou a cobrança por explicações da Prefeitura e da Secretaria de Educação. Segundo denúncias de familiares, o profissional desenhava barba e bigode nas meninas e fazia maquiagens nos olhos dos meninos, inclusive contra a vontade de algumas crianças. Há relatos de que essas situações já aconteciam há algum tempo e que a direção da unidade teria comunicado o problema à Secretaria de Educação. No entanto, a demissão do professor só foi anunciada pelo prefeito Ricardo Ventura após o caso ganhar grande repercussão nas redes sociais, levantando questionamentos sobre por que nenhuma providência teria sido tomada anteriormente.

A situação ficou ainda mais preocupante depois que o vereador Julio Bento, responsável por dar visibilidade ao caso nas redes sociais, recebeu novos relatos de mães sobre possíveis condutas do professor dentro da escola. Segundo uma das denúncias, o profissional teria levado crianças até uma sala no terceiro andar, conhecida como sótão, onde realizava uma atividade chamada de “brincadeira de médico”, dizendo que procurava “dodóis” nas crianças. Os relatos levantaram novas suspeitas sobre o que poderia ter acontecido no local e reforçaram a necessidade de uma investigação para esclarecer os fatos.

Conteúdos em alta

Diante da gravidade das denúncias, o vereador Julio Bento registrou um boletim de ocorrência e acionou a Polícia Civil para investigar o caso. O parlamentar também anunciou que pretende solicitar a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) na Câmara de Vereadores para apurar possíveis omissões da Secretaria de Educação. A principal cobrança é saber se a pasta já tinha conhecimento das denúncias e, caso tivesse, por que não tomou providências antes da repercussão pública. A demissão do professor não encerra os questionamentos, e as famílias aguardam respostas sobre o que realmente aconteceu e se houve falhas na proteção das crianças.

Vejam a denúncia:

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