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Na tarde de sexta-feira (07), um tornado de grande intensidade atingiu o município de Rio Bonito do Iguaçu, no Centro-Sul do Paraná, deixando ao menos cinco mortos e mais de cem feridos, segundo informações confirmadas pelo Simepar. O fenômeno provocou destruição em larga escala, com casas arrasadas, veículos arremessados e postes arrancados pela força do vento.
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O tornado foi classificado preliminarmente como F2 na escala de Fujita, mas análises indicam que, em alguns pontos, a velocidade dos ventos ultrapassou 250 km/h, o que corresponde ao nível F3, considerado extremamente destrutivo.
De acordo com levantamentos iniciais, cerca de 80% dos imóveis de Rio Bonito do Iguaçu foram danificados ou completamente destruídos. A cena é de devastação: casas destelhadas, estruturas metálicas retorcidas, árvores arrancadas pela raiz e ruas cobertas por destroços. O fornecimento de energia e o abastecimento de água foram interrompidos em quase toda a cidade.
Além de Rio Bonito do Iguaçu, Candói, Porto Barreiro e Guarapuava também registraram fortes ventos e estragos provocados pela mesma frente fria que originou o tornado. O Simepar explicou que o fenômeno foi resultado de supercélulas — nuvens de tempestade de grande porte e intensa rotação — formadas durante o avanço de uma massa de ar frio.
Vítimas e atendimento emergencial
Com o colapso de prédios e moradias, equipes do Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e voluntários seguem nas buscas por vítimas sob escombros. A rede hospitalar da região está sobrecarregada; feridos graves foram levados para unidades de referência em Laranjeiras do Sul, e um hospital de campanha foi instalado para os atendimentos de urgência.
O governo estadual enviou equipes de apoio e confirmou que o fenômeno atingiu “nível 3”, com ventos superiores a 250 km/h. O governador anunciou a mobilização de recursos e a possibilidade de decretar estado de emergência para acelerar o socorro às famílias.
Estado de calamidade
Moradores relataram que o céu escureceu rapidamente e que o barulho do vento “soava como o de um avião em queda”. O rastro de destruição se estende por vários quilômetros, com comunidades inteiras isoladas, estradas bloqueadas e centenas de pessoas desabrigadas.
Pesquisas do Simepar e da Universidade Federal do Paraná já apontavam o estado como um dos mais suscetíveis à ocorrência de tornados no país. Entre 1975 e 2018, foram 89 registros confirmados apenas na região Sul.
Orientações e riscos
A Defesa Civil alerta que moradores não retornem às residências danificadas antes da vistoria técnica. Também recomenda evitar o contato com fios de energia, árvores instáveis e estruturas comprometidas. O órgão reforça a importância de acompanhar os boletins meteorológicos e buscar abrigos seguros enquanto as condições climáticas permanecem instáveis.
Reconstrução e alerta climático
A reconstrução das áreas atingidas exigirá tempo, recursos e articulação entre governo e municípios. O evento reacende o alerta para o aumento de fenômenos extremos no Brasil e a necessidade de fortalecer políticas de prevenção e resposta rápida a desastres naturais.
O tornado que devastou o Centro-Sul do Paraná deixa não apenas perdas materiais, mas também um rastro de medo e incerteza. As equipes de resgate continuam em campo, enquanto a população tenta se reerguer em meio aos destroços.






08/11/2025