A Polícia Civil prendeu preventivamente, na manhã desta quinta-feira (10), a proprietária de uma casa de prostituição localizada às margens da BR-470, em Navegantes. A mulher é investigada por suspeita de redução de funcionárias à condição análoga à de escravo, manutenção de casa de prostituição e outras irregularidades. A operação foi realizada pela Delegacia de Polícia de Navegantes, com apoio das delegacias de Balneário Piçarras e de Combate às Drogas de Itajaí. Ao todo, foram cumpridos três mandados de busca e apreensão e dois de prisão preventiva.
Segundo a investigação, parte dos valores recebidos pelas mulheres que trabalhavam no local seria retida para o pagamento de alimentação, bebidas e quartos utilizados no estabelecimento. A Polícia Civil também apura a aplicação de multas consideradas arbitrárias, que teriam levado algumas trabalhadoras a acumular supostas dívidas de até R$ 10 mil. Conforme os investigadores, algumas mulheres seriam impedidas de deixar o estabelecimento por conta dessas dívidas. Três delas teriam conseguido sair após a intervenção do Conselho Tutelar e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), situação que contribuiu para que o caso chegasse ao conhecimento das autoridades.
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Durante a operação, as mulheres que estavam no estabelecimento foram encaminhadas à Delegacia de Polícia para prestar depoimento. A investigada foi conduzida ao Presídio de Itajaí, onde permanece à disposição da Justiça. O companheiro dela, identificado pela Polícia Civil como Adelar Antônio Goldoni, continua foragido. Segundo a corporação, ele foi condenado a 24 anos de prisão pelos crimes de tortura, estupro e manutenção de casa de prostituição. A Polícia Civil solicita que informações sobre o paradeiro do investigado sejam comunicadas às forças de segurança.


10/09/2026