A decisão do Governo Federal de encerrar a pesca artesanal da tainha na modalidade arrasto de praia provocou indignação entre pescadores catarinenses. O Ministério da Pesca e Aquicultura anunciou o fim da safra após o atingimento de 90% da cota permitida, com mais de 1.200 toneladas capturadas, impedindo novas pescarias a partir desta segunda-feira.
Segundo o ministério, a medida segue as regras vigentes para evitar que a cota máxima de 1.332 toneladas seja ultrapassada. A determinação afeta diretamente centenas de famílias que dependem da atividade no litoral catarinense e ocorre justamente em um momento de grandes capturas e safra considerada histórica em diversas praias do estado.
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A reação foi imediata. Representantes dos pescadores, lideranças do setor e o Governo de Santa Catarina criticaram a decisão e defendem a ampliação ou remanejamento das cotas. O governador Jorginho Mello foi acionado por representantes da categoria e, segundo lideranças do setor, o Estado deve buscar medidas judiciais para tentar reverter a suspensão.
Enquanto o impasse continua, pescadores alegam que muitos ranchos sequer tiveram oportunidade de realizar grandes lanços nesta temporada. A Associação dos Pescadores de Arrasto de Praia de Santa Catarina pediu uma reunião emergencial para discutir alternativas que permitam a retomada da atividade, considerada não apenas uma fonte de renda, mas também uma tradição histórica e cultural do litoral catarinense.



08/06/2026