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Defesa contesta acusação e diz que ex não matou personal da SmartFit em Itajaí

FOTO: REPRODUÇÃO

A defesa da ex-mulher de Guilherme Montani, personal trainer da SmartFit de Itajaí morto a tiros no dia 18 de novembro, contesta a versão preliminar apresentada pela Polícia Militar e afirma que Juliana Ferraz não é a autora do crime. A advogada responsável, Fátima Cristina Ferreira, declarou que a cliente deixou Itajaí “por medo de represálias”, e não para fugir da polícia, após receber mensagens de que estava sendo acusada do assassinato.

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Segundo a defesa, Juliana vivia um relacionamento marcado por agressões, ameaças e dependência emocional. Há laudos psicológicos que, segundo a advogada, comprovam que ela buscou ajuda profissional para encerrar o relacionamento. A defesa afirma ainda que Juliana possuía medida protetiva anterior por violência doméstica, posteriormente retirada pela Justiça, deixando-a vulnerável.

A advogada sustenta que, no dia do crime, Juliana estava em casa após um dia normal de trabalho e nega qualquer envolvimento no homicídio. Ela afirma que a hipótese de motivação passional “não se sustenta” e aponta outra linha: o crime pode ter sido cometido por uma das supostas amantes que Guilherme teria mantido durante o relacionamento. “Juliana não disputava afeto e não queria retomar nada. Ele teve várias amantes ao longo dos anos. É possível que alguma delas não tenha aceitado o novo noivado”, disse.

A defesa também afirma que Juliana relatou agressões anteriores, incluindo uma facada no braço durante uma discussão. Além disso, aponta que a ex-mulher teria sido pressionada financeiramente após a separação, perdendo o carro e deixando o apartamento por temer novas ameaças. A advogada diz que Juliana enfrenta um quadro de abalo emocional e segue em tratamento médico.

O crime ocorreu quando Guilherme saía da academia no Centro de Itajaí, por volta das 20h. Ele foi surpreendido na praça dos Correios e morto a tiros. A investigação inicial indicava que Juliana teria esperado por cerca de 40 minutos antes dos disparos. A defesa nega essa versão e afirma que a cliente irá se apresentar à polícia nos próximos dias para prestar esclarecimentos.

O caso segue sob investigação da Polícia Civil, que ainda não apresentou conclusão sobre a autoria do homicídio.

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