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Atualização do caso Orelha: adultos são indiciados por coação de testemunha e família de suspeito sofre retaliação em Florianópolis

FOTO: REPRODUÇÃO

A investigação sobre a morte do cão comunitário conhecido como Orelha teve novos desdobramentos nesta semana em Florianópolis. A Polícia Civil indiciou três adultos — um advogado e dois empresários — por coação de testemunha, enquanto o caso segue gerando forte repercussão social e protestos relacionados aos maus-tratos sofridos pelo animal.

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Orelha, um cão comunitário que vivia na região da Praia Brava e era conhecido por moradores, foi encontrado gravemente ferido em meados de janeiro após agressões atribuídas a um grupo de adolescentes. Devido à gravidade das lesões, o animal precisou ser submetido à eutanásia. O caso passou a ser investigado pela Polícia Civil, que apura responsabilidades tanto dos adolescentes quanto de adultos envolvidos direta ou indiretamente.

Durante o andamento da investigação, a Polícia Civil cumpriu mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos adolescentes e a seus responsáveis legais. No curso dessas diligências, surgiram indícios de tentativa de intimidação de testemunha, o que resultou no indiciamento de três adultos por coação. Segundo a investigação, a conduta teria como objetivo interferir no andamento do inquérito.

Paralelamente aos desdobramentos policiais, o caso também passou a gerar retaliações por parte da população. A família de um dos adolescentes suspeitos denunciou que fezes foram colocadas no interfone da residência, em um ato de vandalismo atribuído à revolta popular diante do crime contra o animal. O episódio foi registrado após a ampla divulgação do caso nas redes sociais e na imprensa.

As autoridades destacam que atos de retaliação não fazem parte do processo legal e que todas as condutas, tanto relacionadas aos maus-tratos quanto a eventuais crimes conexos, devem ser apuradas dentro da lei. A Polícia Civil segue investigando o caso, que permanece em andamento.

O episódio reacendeu o debate sobre maus-tratos a animais e responsabilidade criminal, além de mobilizar protetores independentes e moradores que cobram punição aos envolvidos.

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