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Trump endurece com o Brasil, mas volta a defender Bolsonaro e minimiza diálogo com Lula

Foto: Reprodução

Em meio ao avanço do autoritarismo judicial no Brasil e a perseguição política contra conservadores, o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a se posicionar com firmeza nesta sexta-feira (11) em defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Trump foi direto: disse que poderá conversar com Lula “em algum momento, mas não agora”, deixando claro que não vê prioridade em dialogar com o petista enquanto o Brasil persegue opositores.

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— Conheço Lula bem, ele é um bom negociador, muito honesto e ama o povo brasileiro — declarou Trump, em tom protocolar, mas fez questão de enfatizar que o governo Lula está tratando Bolsonaro de forma “injusta”.

O posicionamento ocorre num cenário tenso. Trump anunciou recentemente tarifas de 50% sobre produtos brasileiros, a partir de 1º de agosto. O republicano explicou, em carta aberta publicada no Truth Social, que a medida busca corrigir distorções profundas no comércio entre Brasil e EUA — mas foi além: classificou o julgamento de Bolsonaro no STF como uma “vergonha internacional”, denunciando a corte brasileira por promover uma verdadeira caça às bruxas.

Sem meias-palavras, Trump acusou o Brasil de atacar a democracia e a liberdade de expressão, mencionando as centenas de ordens de censura impostas pelo Supremo Tribunal Federal contra plataformas digitais dos Estados Unidos, que têm sido obrigadas a deletar conteúdos e ameaçadas com multas milionárias.

Com base nessas evidências — amplamente ignoradas pela velha mídia — Trump determinou a abertura de uma investigação contra o Brasil por práticas comerciais desleais, mirando especialmente o ambiente digital, onde a censura brasileira tem sido mais agressiva.

Lula reage, mas expõe fragilidade

Lula respondeu dizendo que o Brasil “não aceitará ser tutelado por ninguém” e ameaçou retaliações com base na Lei da Reciprocidade Econômica. No entanto, o petista não conseguiu esconder o incômodo com o peso da decisão americana, nem explicar por que seu governo e o STF têm perseguido de forma tão flagrante adversários políticos e censurado brasileiros e estrangeiros nas redes.

O presidente também defendeu o processo contra os manifestantes do 8 de janeiro, tentando reforçar a narrativa de golpe de Estado, embora diversas entidades internacionais já apontem excessos e violações de garantias individuais nesses julgamentos.

O pano de fundo: eleição nos EUA e a força do conservadorismo

O anúncio das tarifas e as críticas diretas ao STF se encaixam na estratégia de Trump de fortalecer a pauta conservadora e se aproximar ainda mais dos eleitores hispânicos e brasileiros nos Estados Unidos, muitos dos quais veem em Bolsonaro e no próprio Trump símbolos de resistência ao avanço da esquerda globalista.

O caso expõe como a Suprema Corte brasileira e o governo Lula acabaram colocando o Brasil na mira de uma disputa que vai além da economia: trata-se de valores fundamentais como liberdade de expressão, justiça imparcial e respeito ao contraditório.

Para o Brasil, fica o alerta: enquanto insistir em censurar opiniões e perseguir quem pensa diferente, poderá pagar caro, não só em tarifas comerciais, mas também na imagem de país democrático.

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