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O Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou a suspensão da ação penal por lavagem de dinheiro contra Jair Renan Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. A decisão foi concedida em caráter liminar pelo ministro Messod Azulay Neto e terá validade até o julgamento definitivo do recurso pela Quinta Turma da Corte.
Jair Renan responde a investigação relacionada a supostas irregularidades na obtenção de crédito bancário e movimentações financeiras consideradas atípicas. Com a liminar, o andamento do processo fica paralisado temporariamente até que o colegiado analise o mérito do pedido da defesa.
Antes da decisão do STJ, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios já havia arquivado acusações de falsidade ideológica e uso de documento falso contra ele. Os desembargadores entenderam que não houve comprovação de prejuízo concreto nem de intenção deliberada de cometer os crimes, especialmente porque o empréstimo investigado, estimado em cerca de R$ 500 mil, foi quitado integralmente.
Com o arquivamento dessas imputações, a defesa sustentou que a acusação de lavagem de dinheiro não poderia prosseguir de forma isolada. O argumento foi acolhido provisoriamente pelo ministro do STJ, que determinou a suspensão da ação até análise final do recurso.
A investigação teve origem em apurações conduzidas pela Polícia Civil do Distrito Federal, que investigou o suposto uso de documentos falsos para obtenção de crédito. O caso ganhou repercussão nacional em razão do vínculo familiar com o ex-presidente.
Atualmente vereador em Balneário Camboriú, Jair Renan aguarda a decisão definitiva do STJ, que poderá manter a suspensão ou autorizar o prosseguimento da ação penal. A defesa afirma que confia no trancamento definitivo do processo.
