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O governo de Santa Catarina decretou situação de emergência em saúde pública diante da superlotação das UTIs provocada pelo avanço da gripe e da Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG). Segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde, 94,1% dos leitos de terapia intensiva estão ocupados, com picos de 99% no Grande Oeste, Planalto Norte e Nordeste.
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O decreto autoriza o Estado a requisitar bens e serviços da rede privada e tem validade de 180 dias. Desde maio, foram contratados 16 leitos de UTI e 12 intermediários com suporte ventilatório. A decisão busca conter o avanço da SRAG, que já resultou em mais de 6 mil casos e 188 mortes neste ano, conforme a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive/SC).

Vacinação é prioridade
O governo estadual reforça a importância da vacinação contra a gripe, disponível para toda a população a partir dos 6 meses. A cobertura entre os grupos prioritários, como crianças, idosos e gestantes, está em apenas 43,3%. O secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, alerta que os casos mais graves têm levado à morte e pressionado o sistema de saúde.
Atualmente, quase 2 mil unidades de saúde estão oferecendo a vacina em Santa Catarina. Segundo Demarchi, a colaboração da população é essencial para evitar que o colapso se agrave nos próximos dias.

Como se prevenir
A SRAG é causada por vírus respiratórios como a influenza e a covid-19. Os principais sintomas incluem febre, tosse, dor de garganta e dores no corpo. Crianças, idosos e pessoas com comorbidades devem procurar atendimento ao primeiro sinal da doença.
A transmissão ocorre por gotículas respiratórias e também por superfícies contaminadas. A Secretaria da Saúde reforça a orientação sobre etiqueta respiratória, higienização das mãos e uso de máscara em ambientes com aglomeração ou sintomas gripais.



13/06/2025