O Porto de Itajaí estaria funcionando há mais de quatro meses sem contrato ativo para a base de emergência ambiental e operacional. O antigo vínculo encerrou em janeiro, mas só agora a Codeba encaminhou uma contratação emergencial de R$ 3,1 milhões para manter o serviço pelos próximos quatro meses.
A base é obrigatória para o funcionamento do porto e deve atuar 24 horas por dia em casos graves, como incêndios, explosões e vazamentos de óleo. Mesmo assim, a Superintendência afirmou que o serviço “nunca foi interrompido”, sem explicar como a operação continuou durante meses sem contrato vigente.
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A polêmica aumentou após o incêndio em um guindaste no porto, registrado em abril. Segundo a administração, a empresa Ambipar atuou normalmente na ocorrência e ajudou a controlar o fogo rapidamente. Ainda assim, documentos do processo apontam risco de sanções ambientais e falhas no cumprimento das exigências da licença operacional.
Além da crise na base de emergência, a troca de gestão também afetou a dragagem do canal portuário. O serviço ficou parado por semanas e o porto ainda opera com restrições de profundidade, situação que preocupa empresários e operadores do setor em Itajaí e Navegantes.


09/05/2026