Policias de Santa Catarina realizam protesto contra o congelamento de seus salários

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Policiais civis de todo Estado de Santa Catarina realizaram uma paralisação de uma hora nesta segunda-feira (22), onde ficaram quando concentrados em frente as suas unidades policiais.

Impedidos de fazer greve, por serem considerados categoria diferenciada e essencial, a paralisação é uma forma de protesto contra a aprovação da PEC 186 que prevê, entre outras medidas, congelamento salarial de 15 anos e impedimento de reforço de pessoal.

De acordo com a presidente da Agepol, Associação dos Agentes de Polícia Civil de Santa Catarina, Miriam Lago, os profissionais da segurança pública estão na linha de frente da pandemia de Covid-19 e não podem ficar desamparados, perdendo direitos arduamente conquistados. “Aqui no Estado já estamos há sete anos sem nem mesmo o reajuste da inflação, nossa perda salarial já chega próximo aos 40%. Fora a questão salarial, essa PEC inviabiliza a instituição na medida em que prevê que ao longo de 15 anos não poderemos fazer reposição de pessoal. Já estamos trabalhando no limite, com apenas 50% do efetivo ideal e com muitos profissionais afastados por Covid e outras doenças”.

A presidente ainda destaca que no Estado, os policiais civis tiveram suas atividades ampliadas, pois passaram a ter também competência de polícia sanitária para fins de fiscalização da Covid19. “Estamos na linha de frente, queremos reconhecimento e este vem com a preservação dos nossos diretos enquanto profissionais de categoria diferenciada”.

O protesto foi uma decisão tomada pela União dos Policiais do Brasil (UPB) e deve ocorrer com outras forças policiais em todo o território nacional. Fazem parte da UPB policias civis, peritos, agentes da Polícia Federal, policiais rodoviários federais entre outras carreiras.