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Polícia Civil detalha investigação sobre morte do cão Orelha e conclui inquérito com pedido de internação

FOTO: PCSC

A Polícia Civil de Santa Catarina concluiu a investigação sobre a morte do cão comunitário Orelha e os maus-tratos ao cão Caramelo, ocorridos em Florianópolis. O trabalho resultou na representação contra adolescentes envolvidos no caso Caramelo e no pedido de internação de um adolescente apontado como responsável pela agressão que levou à morte de Orelha. Três adultos também foram indiciados por coação a testemunha.

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As apurações foram conduzidas pela Delegacia Especializada no Atendimento de Adolescentes em Conflito com a Lei (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA). Para esclarecer os fatos, foi montada uma força-tarefa com análise técnica de imagens, oitivas de testemunhas e coleta de provas materiais. Segundo a Polícia Civil, o caso exigiu rigor investigativo devido à repercussão e à complexidade dos fatos.

O ataque ao cão Orelha ocorreu na madrugada de 4 de janeiro, na Praia Brava. Laudos da Polícia Científica indicaram que o animal sofreu uma lesão contundente na cabeça, compatível com agressão física por chute ou objeto rígido. Orelha chegou a ser socorrido por moradores, mas não resistiu aos ferimentos e morreu em atendimento veterinário.

Durante a investigação, os policiais analisaram mais de mil horas de imagens de câmeras de segurança, ouviram 24 testemunhas e investigaram oito adolescentes suspeitos. As imagens permitiram reconstituir a movimentação do autor antes e depois do crime, além de confrontar versões apresentadas em depoimento. Provas como vestimentas e dados de localização também integraram o inquérito.

A Polícia Civil informou que o adolescente apontado como autor deixou o país no mesmo dia em que os investigadores identificaram os suspeitos, retornando ao Brasil semanas depois, quando foi abordado no aeroporto. O inquérito seguiu os parâmetros do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e foi encaminhado ao Ministério Público e ao Judiciário para as providências cabíveis. No caso do cão Orelha, a Polícia solicitou a internação do adolescente, medida prevista na legislação socioeducativa.

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