A perda de profundidade no Complexo Portuário de Itajaí e Navegantes acendeu o alerta entre armadores, terminais, exportadores e importadores. Segundo informações divulgadas pelo JBTV, a Marinha registrou, por meio do Ofício nº 00595/2026 da Delegacia da Capitania dos Portos, redução do calado operacional em parte da Bacia de Evolução nº 1, que passou de 13,6 para 12,2 metros. Com a limitação, foi estabelecida uma Folga Abaixo da Quilha adicional de 0,80 metro, além da determinação para recomposição das profundidades.
As restrições já estariam afetando a rotina das operações, com navios dependendo da maré cheia para entrar ou sair do complexo e embarcações operando com cargas abaixo da capacidade. Armadores também estariam cobrando medidas de dragagem de Portonave e JBS Terminals. A preocupação aumenta diante da previsão de chuvas intensas, que pode elevar o carreamento de sedimentos pelo Rio Itajaí-Açu e agravar o assoreamento. A expectativa é de uma nova atuação de dragagem na próxima semana.
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Enquanto a profundidade necessária não for restabelecida e mantida, o setor teme impactos que vão além dos terminais, incluindo perda de cargas, alterações de escalas e possível transferência de operações para outros portos catarinenses. O cenário ainda é agravado pela indefinição sobre a concessão do canal de acesso: o Ministério de Portos e Aeroportos e a ANTAQ ainda não informaram uma data oficial para publicação do edital ou avanço do processo, enquanto a Administração do Porto de Itajaí solicitou o cancelamento do edital.



28/08/2026