A morte de quatro jovens por asfixia em uma BMW em Balneário Camboriú, no Litoral Norte de Santa Catarina, no dia 1º de janeiro, trouxe à tona irregularidades no serviço automotivo prestado ao veículo. Segundo o Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), a peça modificada artesanalmente foi fabricada e instalada por Adailton Moreira da Silva, um soldador de laticínios sem qualificação técnica em engenharia mecânica. Ele e Jhones Smith Jesus da Silva, sócio de uma oficina em Goiás, são réus por homicídio culposo, após o trabalho inadequado provocar a ruptura que levou à entrada de monóxido de carbono no carro.
A investigação revelou que o serviço foi contratado em julho de 2023 e executado sem o devido respaldo técnico, contrariando normas do Conselho Regional dos Técnicos Industriais (CRT-04). Segundo o órgão, apenas técnicos legalmente habilitados possuem atribuições para realizar modificações e reparos em veículos automotores. A falta de conformidade com padrões de segurança foi apontada como determinante para o acidente fatal, que vitimou quatro jovens, incluindo um adolescente de 16 anos, enquanto esperavam na rodoviária.
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Especialistas destacaram a importância de buscar profissionais qualificados para serviços automotivos, enfatizando os riscos de negligência. Waldir Rosa, presidente do CRT-04, reforçou que empresas certificadas e profissionais habilitados garantem a segurança no trânsito, protegendo motoristas, passageiros e pedestres. O caso segue em tramitação na Justiça, com denúncias de homicídio culposo contra os responsáveis pela modificação.


06/12/2024