MPSC pede novas eleições em Itajaí após descoberta de caixa 2 na eleição

Na ação, o Ministério Público requer, além da cassação da chapa, a declaração da inelegibilidade do Prefeito e seu candidato a vice por oito anos.
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MP pede cassação do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni e seu vice Marcelo Sodré - (Foto: Reprodução)

Foi protocolado pelo Ministério Público de Santa Catarina nesta quarta-feira (17), o pedido cassação do prefeito de Itajaí, Volnei Morastoni (MDB), e dos eu vice, Marcelo Sodré (PDT), e realização de novas eleições.

MPSC acusa a chapa de ter usado em campanha recursos de caixa 2, que é proibido pela legislação. A decisão de acolhimento do pedido do MPSC caberá à justiça eleitoral.

De acordo com a investigação, a campanha de Morastoni arrecadou R$ 4,5 milhões em recursos ilícitos, que não foram declarados à Justiça Eleitoral na prestação de contas. A ação foi movida pela promotora eleitoral Cristina Balceiro da Motta e pelo coordenador regional do Grupo de Apoio Operacional de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), Jean Forest.

A irregularidade relatada pelo MP foi identificada em interceptações telefônicas do secretário da Fazenda, Érico Laurentino, que faziam parte das investigações da Operação Cidade Limpa. Deflagrada originalmente em Navegantes em 2019, a apuração tinha como alvo as suspeitas de irregularidade em licitações. Posteriormente, a prefeitura de Itajaí também passou a ser investigada.

As investigações acompanharam contatos telefônicos de Laurentino e reuniões presenciais com representantes de empresas que mantêm contratos com a prefeitura de Itajaí. Para o Ministério Público, esses encontros serviam para abastecer o caixa 2.

“Os contatos telefônicos e reuniões realizados por Érico começaram a ocorrer em setembro de 2020, quando a eleição municipal se avizinhava. Érico procurava os representantes das empresas concessionárias de serviço público do município e marcava um encontro, que aparentemente já era esperado e aceito por todos — fato que nos leva a crer que trata-se de um acordo antigo entre o Chefe do Executivo e os concessionários — e acertava quanto cada empresário precisava contribuir para a campanha”, diz a ação.

Fonte: NSC Total