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Implanon será oferecido pelo SUS ainda este ano; veja como deve funcionar


Implante hormonal. Foto: Rafa Neddermeyer/Agência Brasil

Na última quinta-feira (3), o Ministério da Saúde confirmou que o implante contraceptivo Implanon passará a ser disponibilizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O método, que hoje custa entre R$ 2 mil e R$ 4 mil na rede privada, deve beneficiar até 500 mil mulheres durante o segundo semestre de 2025.

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A portaria que oficializa a incorporação do Implanon no SUS ainda não foi publicada, mas a expectativa é que o resultado saia nos próximos dias. Após a decisão, as áreas técnicas terão até 180 dias para começar a ofertar o contraceptivo nos serviços públicos de saúde.

O que é Implanon?

Implanon é um implante contraceptivo hormonal de longa duração. Ele é um pequeno bastão flexível, medindo cerca de 4 cm, que é inserido sob a pele do braço da mulher, geralmente na parte interna do braço não dominante. O procedimento é rápido, feito com anestesia local, e o implante fica praticamente invisível.

O dispositivo libera gradualmente o hormônio etonogestrel, que impede a ovulação e aumenta a espessura do muco cervical, dificultando a passagem dos espermatozoides. Sua eficácia é altíssima, superior a 99%, e ele tem duração de até 3 anos, período em que a mulher não precisa se preocupar com uso diário, como acontece com as pílulas. Após esse tempo, o implante deve ser retirado ou substituído.

Além de ser discreto e prático, o Implanon é reversível: ao retirá-lo, a fertilidade volta ao normal em pouco tempo. É indicado principalmente para mulheres que desejam um método de longo prazo, que não dependam do uso contínuo, ou que tenham restrições ao uso de métodos combinados com estrogênio, como algumas pílulas anticoncepcionais.

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