FOTO: VIGILÂNCIA SANITÁRIA | REPRODUÇÃO
Uma fábrica clandestina de pães foi interditada pela Vigilância Sanitária de Itajaí após a descoberta de um verdadeiro cenário de horror no bairro São João. No local, fiscais encontraram 30 toneladas de trigo irregular, produtos fabricados sem higiene e um ambiente que mais parecia um depósito de sujeira e descaso.
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A ação aconteceu na tarde desta terça-feira (11), quando o diretor da Vigilância Sanitária, Silvio Schaadt, passava pela Rua Hildebrando José da Silva e flagrou uma carreta descarregando trigo de forma suspeita. O flagrante colocou fim a meses de monitoramento o local já era alvo de investigações por indícios de irregularidades, mas os fiscais nunca conseguiam entrar, pois o portão estava sempre trancado e o movimento vigiado por câmeras.
“Paramos a viatura um pouco longe e fomos a pé. Quando pedi a documentação da carga, o responsável começou a tremer. A nota fiscal dizia que o trigo ia para Indaial, mas a descarga era em Itajaí”, contou Schaadt.
Diante da fraude, a Receita Estadual e a Polícia Militar foram acionadas. A carga de 30 toneladas de trigo desviadas foi apreendida, e três pessoas o dono da fábrica, o proprietário da carga e o motorista foram autuadas e responderão por desvio e transporte irregular de mercadoria.
Ao entrarem no galpão, os fiscais se depararam com uma situação chocante: esgoto a céu aberto, sujeira acumulada, mofo, e até fezes nas proximidades da área de produção. “Era impossível acreditar que alguém fabricava alimentos ali. Um risco enorme à saúde pública”, relatou o diretor.
Além da carga de trigo, a operação apreendeu três toneladas de pães prontos para o consumo, que seriam vendidos em diversos comércios da região sob marcas e embalagens diferentes. Todo o material foi recolhido e encaminhado para descarte no aterro sanitário.
De acordo com as autoridades, o trigo era vendido bem abaixo do valor de mercado R$ 50 por saca, contra o preço médio de R$ 64 o que reforça a suspeita de esquema de desvio e sonegação.
A fábrica permanecerá interditada até que as irregularidades sanitárias e fiscais sejam resolvidas. Enquanto isso, as investigações seguem sob responsabilidade da Receita Estadual e da Polícia Civil, que agora tentam identificar para onde ia o pão fabricado sem higiene e quem mais pode estar envolvido no esquema.



12/11/2025