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Entenda por que o casal encontrado morto em Joinville foi executado por facção após vender carro de motorista assassinado

FOTO – DIVULGAÇÃO

Polícia Civil confirmou nesta segunda-feira (27) que o casal encontrado enterrado em uma área de mangue no bairro Comasa, em Joinville, foi assassinado por integrantes de uma facção criminosa. As investigações apontam que o crime foi uma punição após o casal ter vendido a traficantes o carro do motorista de aplicativo Edson Nazário, de 56 anos, morto em um latrocínio (roubo seguido de morte).

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Segundo o delegado Murillo Batalha, responsável pelo caso, o motorista desapareceu em 15 de outubro e foi encontrado morto cinco dias depois, com pés e mãos amarrados, em uma área de mata no bairro Aventureiro. Ele teria sido assassinado em 17 de outubro, depois de ser atacado por um homem e uma mulher, identificados como o casal posteriormente encontrado morto.

De acordo com as investigações, após o crime, o casal roubou o carro da vítima e vendeu o veículo em um ponto de tráfico de drogas, afirmando falsamente que o automóvel havia sido obtido em um golpe contra uma seguradora. Quando os traficantes descobriram que o carro era fruto de um latrocínio, determinaram a execução dos dois.

O casal foi torturado em uma casa a cerca de 300 metros do local onde os corpos foram enterrados e, em seguida, morto a facadas no dia 21 de outubro. Os corpos foram encontrados por um morador na última sexta-feira (24), em uma área de mangue.

Tanto o homem quanto a mulher tinham antecedentes criminais por tráfico de drogas, furto e roubo. Ele havia saído da prisão em maio deste ano. A polícia agora investiga quem foram os mandantes e executores do duplo homicídio, além da ligação direta da facção com o caso.

O motorista Edson Nazário era natural de Salto do Lontra (PR) e morava em Joinville havia alguns anos. Ele deixa três filhos. Câmeras de segurança mostraram o momento em que ele entrou em uma trilha, usada como local de oração, acompanhado do casal suspeito. De acordo com a perícia, ele foi imobilizado, amarrado e teve os pertences roubados. O laudo preliminar do Instituto Médico Legal indica morte por asfixia.

As investigações continuam sob responsabilidade da Delegacia de Homicídios de Joinville, que deve concluir nas próximas semanas o inquérito sobre o duplo homicídio e o latrocínio.

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