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De aliados de Lula ao voto isolado de Fux: Quem foram os ministros no julgamento de Bolsonaro

Alexandre de Moraes – embora não tenha sido indicado por Lula (foi nomeado por Michel Temer), tornou-se um dos principais alvos de Bolsonaro e de sua base, especialmente após os inquéritos das fake news e atos antidemocráticos. Essa postura o aproximou politicamente do campo lulista, já que passou a ser visto como uma barreira contra o bolsonarismo. Lula, após voltar ao poder, manteve diálogo institucional com Moraes, que ganhou projeção e apoio do PT como símbolo de resistência ao golpe.

Flávio Dino – ex-governador do Maranhão e ex-senador pelo PSB, tem longa trajetória política alinhada à esquerda e foi Ministro da Justiça no atual governo Lula antes de assumir a cadeira no STF. É considerado um aliado próximo de Lula e do PT, além de um crítico histórico de Bolsonaro. Sua presença no julgamento foi vista como reforço à narrativa de responsabilização do ex-presidente.

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Cármen Lúcia – indicada por Lula em 2006, sempre manteve perfil independente, mas ao longo dos anos teve votos decisivos em julgamentos de grande interesse para o PT, como a prisão após condenação em segunda instância que atingiu Lula em 2018. No entanto, posteriormente alinhou-se à corrente que possibilitou a revisão da Lava Jato e anulou condenações de Lula, o que aproximou sua imagem do campo petista.

Luiz Fux – indicado por Lula em 2011, nunca teve relação de proximidade com o petismo. Pelo contrário, ganhou destaque durante a Lava Jato com votos duros contra políticos investigados, incluindo nomes do PT. Sua divergência agora, pedindo a anulação do processo contra Bolsonaro, o distancia momentaneamente da maioria do tribunal e pode ser interpretada como um gesto que contraria o interesse político do governo Lula.

Cristiano Zanin – advogado pessoal de Lula por mais de uma década, foi o responsável pela defesa que levou à anulação das condenações da Lava Jato e à elegibilidade do petista. Sua indicação ao STF pelo próprio Lula consolidou essa relação de confiança. Apesar disso, no julgamento de Bolsonaro, votou pela condenação, buscando reforçar uma imagem de magistrado independente, mas inevitavelmente sob o peso da ligação histórica com o presidente.

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