Foto – Polícia Civil de Navegantes
O caso voltou a repercutir após ser exibido no programa Domingo Espetacular, no domingo, devido à gravidade do método utilizado pelo autor. A forma fria e calculada com que o crime era praticado gerou forte comoção e revolta, especialmente por atingir idosos por meio da confiança e da convivência diária.
Conteúdos em alta
Segundo a Polícia Civil, Moacir Nazário Correa, de 56 anos, confessou todos os crimes durante o interrogatório. Ele admitiu que adicionava, sem o conhecimento das vítimas, medicamentos de uso controlado em sucos e alimentos oferecidos aos idosos. De acordo com a investigação, ao menos 13 pessoas teriam sido dopadas. O investigado não demonstrou arrependimento e respondeu aos questionamentos com indiferença, o que chamou a atenção dos policiais.
O crime mais recente ocorreu em 10/12/2025 e teve como vítima Zenaide, de 75 anos. A família relatou que o autor era considerado um vizinho prestativo, sempre presente no bairro e frequentemente visto em unidades de saúde, o que afastava qualquer suspeita. “Era uma pessoa que ninguém desconfiava. Sempre sorridente, educado, parecia alguém de bom coração”, relatou uma familiar.
No dia do crime, Zenaide aceitou um pedaço de bolo e um copo de suco oferecidos pelo vizinho. Pouco tempo depois, começou a passar mal e perdeu a consciência. Funcionários de uma obra próxima perceberam quando a idosa desmaiou do lado de fora da residência e prestaram os primeiros socorros. O autor deixou o local antes da chegada da ambulância.
No hospital, a família percebeu que algo estava errado. “Quando as enfermeiras retiraram os brincos e o relógio, notei que ela estava sem os anéis. Naquele momento, liguei tudo. Ele tinha estado na casa dela”, contou Silvia, filha da vítima. As joias haviam sido retiradas ainda antes do socorro médico.
O estado de saúde de Zenaide foi considerado grave e desafiou a equipe médica, já que a idosa permaneceu inconsciente e sem causa aparente para o quadro. Diante da suspeita, as filhas decidiram procurar o vizinho. Pressionado, ele confirmou que havia dopado a vítima e vendido as joias, que posteriormente foram recuperadas pela polícia.





As investigações apontam que o uso dos medicamentos fazia com que as vítimas perdessem totalmente a consciência, o que facilitava os roubos e dificultava a identificação do autor. Para a Polícia Civil, esse fator pode ter contribuído para que o suspeito agisse por meses sem ser descoberto. Durante buscas autorizadas pela Justiça, frascos do remédio foram encontrados na casa do investigado.
A polícia segue apurando se há outras vítimas e reforça o alerta para que idosos não aceitem alimentos ou bebidas de desconhecidos, mesmo que sejam pessoas conhecidas do convívio diário. Denúncias podem ser feitas de forma anônima pelo telefone 181.


29/12/2025