A decisão judicial que determinou a devolução da cadela Shine ao seu tutor causou forte revolta em Navegantes e ganhou repercussão em todo o país. A cachorrinha foi vítima de estupro cometido por um homem que seria parente do tutor, o que gerou indignação entre defensores da causa animal. Mesmo sem envolvimento direto, o tutor voltou a ficar com a guarda do animal, o que fez muitas pessoas questionarem a decisão da Justiça e o risco de Shine voltar a sofrer os abusos.
O caso ultrapassou os limites de Santa Catarina e chegou às redes de ativistas nacionais, como a protetora Luisa Mell e o delegado e deputado federal Bruno Lima, ambos conhecidos pela atuação em defesa dos animais. Eles compartilharam o caso e criticaram a decisão judicial, destacando a importância de priorizar a segurança e o bem-estar de Shine. A mobilização fez o assunto ganhar grande visibilidade nas redes sociais, com milhares de comentários e pedidos de revisão da sentença.
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Em Navegantes, a população e voluntários locais também se manifestaram para pedir que a cadela seja acolhida em um novo lar. Para eles, a Justiça ignorou o risco que Shine corre ao retornar ao ambiente do crime. O caso reacendeu o debate sobre a guarda responsável de animais vítimas de maus-tratos e a necessidade de mudanças na legislação para garantir que decisões judiciais priorizem a proteção dos animais acima de vínculos de posse.
A zoofilia é considerada um crime no Brasil e se enquadra na lei de maus-tratos contra animais. O ato consiste em praticar ou tentar praticar relação sexual com um animal, sendo uma forma grave de violência e crueldade. De acordo com o artigo 32 da Lei de Crimes Ambientais (Lei nº 9.605/1998), a pena pode chegar a cinco anos de prisão, além de multa e proibição de posse de animais. A prática é repudiada por organizações de proteção animal e vista como uma violação dos direitos dos animais e um ato de extrema perversidade.


06/10/2025