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A paralisação nacional dos caminhoneiros, marcada para quinta-feira (4), foi confirmada e já mobiliza profissionais de várias regiões do país. O movimento ganhou ainda mais força após o desembargador aposentado Sebastião Coelho declarar apoio jurídico à ação, garantindo que a greve será protocolada formalmente para evitar retaliações.
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Apesar da presença de figuras associadas ao bolsonarismo, os líderes do movimento afirmam que a paralisação não tem caráter político. A pauta, segundo eles, é exclusivamente trabalhista e busca chamar atenção para problemas que afetam diretamente a categoria.
Entre as principais reivindicações estão:
- Estabilidade contratual para caminhoneiros autônomos,
- Cumprimento da legislação de transporte de cargas,
- Reestruturação do Marco Regulatório do Transporte,
- Aposentadoria especial após 25 anos de contribuição.
“Estamos vivendo uma realidade precária. Falta estrutura, segurança e remuneração justa. O respeito com a nossa classe acabou”, afirmou o caminhoneiro e influenciador Daniel Souza.
O movimento, contudo, não é unânime. Enquanto entidades como a Associação Catarinense dos Transportadores de Cargas apontam grande adesão, lideranças da Baixada Santista afirmam que não houve assembleia formal para aprovar a paralisação.
A mobilização reacende a memória da greve de 2018, que paralisou o país por 10 dias, mas os organizadores reforçam que o foco agora é estritamente profissional. A expectativa é de forte impacto nas rodovias caso a paralisação seja mantida.
Novas informações serão divulgadas conforme o avanço do movimento e a oficialização jurídica da greve.


03/12/2025