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Após cair no rio em acidente, vítima segue sem apoio e sem ressarcimento

FOTO: DIVULGAÇÃO

Angela Maria Pureza Gonçalves, 55 anos, ainda enfrenta as consequências do acidente que quase tirou sua vida no parque náutico Odílio Garcia, em Itajaí. Passados vários dias desde que seu carro foi lançado ao rio Itajaí-açu após ser atingido por um caminhão, a zeladora e sua família seguem sem qualquer apoio da empresa responsável pelo veículo.

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O Fox 1.6 Plus que Angela dirigia não tinha seguro e teve perda total. Mesmo assim, a Gratidão Empreendimentos, proprietária do caminhão envolvido, não confirmou se irá reparar o prejuízo. Nenhum representante da empresa procurou Angela ou ofereceu ajuda para exames, deslocamentos ou qualquer forma de assistência.

O filho da vítima, Jefferson Galdeano, relata dificuldades em todos os contatos feitos desde o acidente. Segundo ele, a habilitação vencida da mãe tem sido usada como argumento para evitar a responsabilização, embora a documentação do veículo estivesse regular. Angela continua sem carro, sem celular que se perdeu na água e sem condições emocionais de retornar ao trabalho.

Além dos danos materiais, a família aponta o trauma profundo deixado pelo episódio. Angela ainda apresenta mal-estar, perda de apetite e episódios de vômito devido à água ingerida no momento do acidente. Ela passa por acompanhamento médico e psicológico, mas custeando tudo por conta própria. “Minha mãe poderia ter morrido. E até agora ninguém perguntou se ela está bem”, disse Jefferson.

A investigação está em andamento na delegacia de trânsito de Itajaí. O delegado Luiz Ângelo conduz o procedimento que apura a responsabilidade do motorista e da empresa. Há relatos de que o condutor teria sido substituído antes de se apresentar à polícia, o que será analisado durante a apuração.

Relembre o acidente:

Na ocasião, Angela voltava do trabalho quando teve o carro atingido lateralmente pelo caminhão. O impacto lançou o veículo sobre a estrutura metálica do parque náutico e, em seguida, ao rio. Ela foi resgatada por dois homens que estavam no local. Não houve ferimentos físicos graves, mas o trauma e os prejuízos seguem sem solução.

Angela, que vive há sete meses em Itajaí, tenta agora reorganizar a rotina enquanto aguarda um posicionamento definitivo da empresa.

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