Foto: Arquivo Pessoal/Mari Costa/Abre Olho Notícias – Artigo de opinião escrito pela jornalista Mari Costa
“Informação gera empatia, empatia gera respeito.” Com essa mensagem, o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, celebrado em 2 de abril, reforça a necessidade de conhecer e respeitar as particularidades das pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA). A inclusão não pode ser vista como um ato de gentileza, mas sim como um direito fundamental, assegurado por lei e essencial para garantir dignidade e oportunidades a todos.
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O autismo é um espectro, o que significa que cada pessoa apresenta características únicas. Algumas podem ter dificuldades na comunicação verbal, enquanto outras demonstram maior sensibilidade a estímulos ou padrões repetitivos de comportamento. Infelizmente, ainda há muito desconhecimento e preconceito sobre o tema, o que gera barreiras desnecessárias para o desenvolvimento e a participação dos autistas na sociedade.
O acesso à educação inclusiva, terapias adequadas e oportunidades de trabalho são passos fundamentais para garantir que autistas tenham uma vida plena. Mas tão importante quanto políticas públicas eficazes é a mudança de mentalidade da sociedade. Precisamos enxergar o autismo sem rótulos limitantes, respeitando as necessidades individuais e valorizando as habilidades de cada um.
A campanha “Abril Azul” reforça essa conscientização, incentivando ações educativas em escolas, empresas e espaços públicos. Iluminar prédios de azul ou realizar eventos é um símbolo importante, mas a verdadeira transformação acontece quando cada um se compromete a aprender, respeitar e acolher. O autismo não precisa ser visto como um obstáculo, mas sim como uma forma singular de perceber e interagir com o mundo.

Um olhar especial: a jornada com Pedro Henrique
Ser madrinha do Pedro Henrique, de 10 anos, que está no espectro autista, me trouxe um novo olhar sobre o mundo. Com ele, aprendi que a comunicação vai muito além das palavras e que o amor se expressa nos pequenos gestos. Ele me ensinou que um abraço pode ter um significado profundo e que a rotina, tão essencial para ele, também nos ensina sobre respeito e paciência.
Ao longo dos anos, percebi que o maior desafio não é o autismo em si, mas a falta de compreensão da sociedade. Quantas vezes famílias são julgadas por uma crise sensorial em público? Quantas crianças deixam de receber estímulos adequados por falta de informação? Pedro me mostrou que a inclusão começa dentro de casa, mas precisa se estender para todos os espaços. E, mais do que nunca, reforço: a informação gera empatia, e a empatia gera respeito.


02/04/2025