Líder da organização criminosa na SESAN era vereador Chero afirma MPSC

Share on facebook
Share on twitter
Share on telegram
Share on whatsapp

Na tarde desta terça-feira (25), o promotor de justiça Dr. Marcio Gai Veiga concedeu uma coletiva de imprensa para esclarecer o desdobramento da operação falta d’ Água, que colocou na cadeia o vereador e presidente da câmara municipal Valmir Cesar Francisco (vulgo Chero), Secretário da SESAN Joab Bezerra Duarte Filho e o assessor técnico da SESAN Humberto Galvez Junior.

Na coletiva de imprensa o promotor afirmou que o líder da organização era o vereador Valmir César Francisco, segundo o que a investigação conseguiu apurar, o prejuízo causado aos cofres públicos ficaram em torno de R$ 90 mil reais, mas o próprio promotor acredita que o valor seja ainda maior, os R$ 90 mil é o valor que de fato pode ser comprovado.

Coletiva de imprensa sobre a Operação Falta d’ Água na 4ª Promotoria de Justiça de Navegantes.

O esquema investigado iniciou em 2014 quando na época Chero era secretário da pasta no governo do ex-prefeito Roberto Carlos de Souza, tal prática se estendeu até o dia da operação.

Leiam Também:

O esquema:

Humberto era quem remetia os documentos que comprovavam o recebimento das mercadorias aos setores administrativos, para atrasar de propósito o pagamento. Diante do desespero dos fornecedores, a dupla contava tais credores e solicitavam vantagens financeira indevidas. Os fornecedores por sua vez, diante da solicitação ofereciam ou prometiam dolosamente vantagens para conseguirem os pagamentos.

Outra maneira de agir, Valmir e Humberto aguardavam o fim do processo licitatório para acordarem entre as empresas a entrega de mercadorias menores do que estavam nas notas fiscais, Com isso os fornecedores recebiam o total do empenho, porém entregadas as mercadorias em quantidade inferior ao que havia sido documentado, e consequente pagavam propina para Valmir e Humberto.

Nem a filha do vereador Chero conseguiu escapar das investigações, segundo consta da denúncia, Larissa Janina de Souza teria consentido e incentivado o crime de lavagem de dinheiro do pai, ao autorizar que este colocasse em seu nome, bem e imóveis frutos da corrupção.

Os empresários Antônio Venâncio da Silva Júnior (Brasília), Kelly Cristina dos Santos Prost (São José dos Pinhais/PR) e Marcelo Regis dos Santos (Curitiba/PR), segundo apurado na investigação do MPSC, compactuaram com o esquema.

Tornozeleira:

MPSC teria solicitado a mudança da prisão provisória para preventiva, porém a justiça permitiu que os três presos no estado cumprissem prisão domiciliar com uso de tornozeleira eletrônica, Valmir, Humberto e Joab estão proibidos de se aproximar de qualquer prédio público da cidade  e da Câmara Municipal de Vereadores de Navegantes.