Governador Carlos Moisés quer o fim do Programa Passe Livre do Ferry

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Criado em 1992 pelo ex-governador Esperidião Amin, o Programa Passe Livre do Ferry-Boat já beneficiou milhares de pessoas que utilizam o sistema de travessia, e atualmente tem sido constantemente ameaçado de extinção.

Em 2016 o ex-governador Raimundo Colombo tentou limitar o acesso ao programa, mas a PL nº 0467.0/2015 foi engavetada.

Segundo dados divulgados pelo Ministério Público de Santa Catarina, entre 2009 e 2013 foram quase R$ 8 milhões pagos pelo governo, tendo um custo mensal de aproximadamente R$ 200 mil.

Mais uma vez o assunto vem a pauta e o governador Carlos Moisés não pretende assumir esse ônus que teoricamente não pertence ao Estado, mas que é visto como um direito adquirido pelo cidadão.

Márcia Galvez da Silva relata que trabalha em Itajaí e utiliza os passes há mais de um ano, conta que se tivesse que pagar seria inviável, e se preocupou com a notícia, _“dependo do meu emprego, cancelado este programa irá tirar comida da boca do meu filho” declarou.

Bruno Aguiar estuda em Itajaí e conta que o valor economizado ajuda investir nos seus estudos, cortar esses passes irá me prejudicar muito, ele afirma que ir pela BR é muito perigoso e teme pela vida.

Sem licitação:

Desde 1980 a mesma empresa opera os serviços de travessia entre Navegantes e Itajaí apenas com uma autorização do (DETER), órgão esse extinto no governo de Carlos Moisés.

Recentemente o Superior Tribunal de Justiça (STJ) determinou que uma sentença proferida pela comarca de Navegantes em 2014 fosse cumprida, onde obriga que o governo faça uma licitação do serviço.

Se manifestou:

O portal Abre Olho Notícias conversou com o assessor da deputada do PSL Ana Caroline Campagnolo, e ela  afirmou que não acha certo tirar do dia pra noite, afinal de contas as pessoas dependem disso. Porém, muito mais relevante que isso é o fato de que é um absurdo estarmos discutindo remendos na forma como o Ferry-Boat trabalha, pois já passou em muito a hora de construirmos uma ligação permanente entre as duas cidades, seja uma ponte ou um túnel.

Sem repostas:

Entramos em contato com a Secretária de Estado da Infraestrutura e Mobilidade, responsável pelo transporte intermunicipal, porém, nossos questionamentos não foram respondidos até o publicar desta matéria.