O jurista Ives Gandra da Silva Martins fez um alerta sobre a situação das contas públicas brasileiras e os desafios econômicos que o próximo governo poderá enfrentar a partir de 2027. Em artigo intitulado “A herança fiscal do atual governo que ameaça o futuro do Brasil”, ele demonstrou preocupação com o crescimento da dívida pública, os juros elevados e o aumento das despesas federais.
Segundo os dados apresentados pelo jurista, a Dívida Bruta do Governo Geral teria alcançado aproximadamente R$ 11,1 trilhões em agosto de 2026, o equivalente a 82,9% do Produto Interno Bruto (PIB). Gandra também comparou o cenário atual com 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, quando o Governo Central registrou superávit primário de aproximadamente R$ 54,9 bilhões. Para ele, o desequilíbrio fiscal pode afetar os investimentos, o acesso ao crédito e a geração de empregos.
No artigo, o jurista critica a estratégia fiscal do governo Lula, especialmente a ampliação das despesas e a busca por maior arrecadação. Ele avalia que o próximo presidente, independentemente do resultado eleitoral, poderá enfrentar decisões difíceis para conter o endividamento e equilibrar as contas públicas. As declarações refletem a avaliação do autor sobre a política econômica e o futuro fiscal do país.


15/10/2026