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A Procuradoria-Geral da República (PGR) se manifestou favoravelmente à concessão de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro, em meio ao agravamento de seu estado de saúde. O caso agora aguarda decisão do ministro Alexandre de Moraes, relator no Supremo Tribunal Federal.
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O pedido da defesa foi reforçado após Bolsonaro apresentar um quadro clínico considerado delicado, incluindo pneumonia bacteriana e complicações respiratórias. Ele está internado em um hospital de Brasília desde que passou mal no sistema prisional, situação que levou médicos a apontarem risco à sua vida.
Diante dos laudos médicos, a defesa argumenta que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para o tratamento contínuo do ex-presidente. Os advogados também alegam que houve demora no atendimento inicial, o que teria agravado o quadro clínico e aumentado os riscos de complicações graves.
O ministro Alexandre de Moraes solicitou a manifestação da PGR justamente para embasar sua decisão sobre o pedido. Não há prazo definido para o julgamento, mas a análise deve considerar tanto os aspectos de saúde quanto os requisitos legais para concessão da medida.
O caso ocorre no contexto das investigações e condenações relacionadas à tentativa de golpe de Estado, que resultaram na prisão do ex-presidente. A possível conversão da pena para o regime domiciliar volta ao centro do debate jurídico e político no país.


23/03/2026