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Valdemar oferece vaga de vice a Carol De Toni mesmo após Jorginho definir Adriano como vice

FOTO: REPRODUÇÃO

Mesmo depois de o governador Jorginho Mello já ter batido o martelo e anunciado Adriano como seu vice para a disputa de 2026, o presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto, decidiu embaralhar o jogo político em Santa Catarina. Em articulação de bastidores, Valdemar ofereceu à deputada federal Caroline De Toni a vaga de vice na chapa governista.

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A movimentação causou estranheza dentro do próprio partido. Afinal, se o vice já estaria definido, por que oferecer o posto a outra liderança? Nos bastidores, a leitura é clara: o comando nacional do PL não confia totalmente nas decisões locais e segue tratando Santa Catarina como peça estratégica no xadrez nacional.


A oferta a Caroline não veio sozinha. Valdemar também teria acenado com a possibilidade de liderança do PL na Câmara dos Deputados em 2027, caso a parlamentar desistisse do Senado e disputasse a reeleição. A proposta escancarou o esforço do partido para tirar Caroline da corrida ao Senado, abrindo espaço para alianças costuradas fora do estado.

O pano de fundo da articulação envolve um acordo com o PP, que incluiria a candidatura de Esperidião Amin ao Senado pela chapa de Jorginho. A outra vaga, segundo relatos, estaria reservada para Carlos Bolsonaro. O problema é que Caroline De Toni não demonstrou disposição para aceitar o papel de figurante em um roteiro escrito em Brasília.

A deputada teria recusado a proposta, o que elevou a tensão interna no partido. Valdemar, por sua vez, deixou claro que não descarta intervir no diretório estadual para garantir que o acordo nacional seja cumprido, deixando evidente quem manda e quem obedece dentro da sigla.

O episódio expõe um racha silencioso no PL catarinense e levanta uma pergunta incômoda: quem decide o futuro político do estado, os eleitores e suas lideranças locais ou os caciques partidários que operam longe das urnas? No Abre Olho Notícias, a resposta parece cada vez mais óbvia.

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