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Jovem da Carreta Treme Treme rebate Conselho Tutelar em SC

FOTO: REDES SOCIAIS

A ação do Conselho Tutelar que retirou adolescentes que atuavam como personagens da Carreta Treme Treme, em Navegantes, virou um dos assuntos mais comentados dos últimos dias em Santa Catarina e agora ganhou um novo capítulo ainda mais explosivo.

Conteúdos em alta

Até o momento, apenas um dos adolescentes envolvidos resolveu se pronunciar publicamente. Em um desabafo que viralizou nas redes sociais, o jovem negou qualquer tipo de maus-tratos e partiu para o ataque contra as autoridades.

Os de menor que fuma, bebem e rouba vocês não vão atrás, né? Agora de quem está se divertindo fazendo o que gosta vocês querem ir atrás”, escreveu.

O adolescente também afirmou que mantém contato com a família, se alimenta bem e recebe pagamento pelo trabalho, reforçando que não se sente explorado.

Denúncia, resgate e arma encontrada

A intervenção do Conselho Tutelar ocorreu após uma denúncia de exploração de trabalho infantil, envolvendo quatro adolescentes entre 13 e 17 anos. Segundo os órgãos responsáveis, o grupo estava alojado em condições consideradas precárias e incompatíveis com a permanência de menores.

Durante a ação, a polícia encontrou um revólver calibre .38 com nove munições no local. Dois homens foram detidos, e a Polícia Federal assumiu as investigações, apurando inclusive a possibilidade de trabalho análogo à escravidão.

Apesar da gravidade dos fatos apontados pelas autoridades, nenhum outro adolescente se manifestou publicamente até agora.

Internet dividida e clima de revolta

A fala do jovem inflamou as redes sociais. Enquanto alguns usuários defendem a atuação do Conselho Tutelar, outros acusam os órgãos de exagero, perseguição e seletividade.

“O menino está trabalhando, não roubando. Isso é errado agora?”, questionam internautas. Do outro lado, há quem lembre que crianças e adolescentes não têm maturidade legal para avaliar situações de risco, reforçando que a atuação preventiva é obrigação do Estado.

As investigações seguem em andamento, e o caso continua mobilizando debates sobre trabalho artístico, responsabilidade legal e os limites da atuação com menores de idade.

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