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Turista americano é espancado em praia de Florianópolis após flagra; mensagens e vídeos levantam suspeitas graves

Segundo relatos de pessoas que estavam no local, o estrangeiro gravava mulheres sem consentimento e armazenava também vídeos envolvendo crianças no celular. FOTO: BNWES | DIVULGAÇÃO

Um episódio de forte repercussão marcou a Praia do Campeche, em Florianópolis, e terminou com um turista americano espancado após ser flagrado gravando mulheres na areia. O caso, atendido pela Polícia Militar, ganhou novos contornos após a análise de mensagens e vídeos encontrados no celular do estrangeiro, que levantam suspeitas de conotação sexual e ampliam a gravidade da ocorrência.

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De acordo com a Polícia Militar, o homem foi abordado por frequentadores da praia depois de ser visto filmando mulheres sem consentimento. A situação saiu do controle, houve agressões, e o turista acabou ferido antes da chegada da polícia. O caso foi registrado em boletim de ocorrência.

Durante a verificação do celular, policiais encontraram vídeos com foco explícito em partes íntimas de uma mulher, gravados sem autorização. Em meio ao material, uma mensagem em inglês chamou atenção. O texto dizia: “Good spot son, that will take some beating”, enviado, possivelmente, ao pai do turista.

Embora a frase possa ter tradução literal neutra, especialistas e falantes do idioma apontam que, no contexto das imagens, a mensagem pode ter duplo sentido. As palavras “spot” e “beating” são usadas no inglês informal também em gírias de cunho sexual, o que reforça a suspeita de que os registros não tinham caráter casual, mas intenção sexual.

Segundo relatos de pessoas que estavam na praia e afirmaram ter visto o conteúdo no aparelho, além de vídeos de mulheres, também haveria registros envolvendo crianças. Essa informação, no entanto, ainda não foi oficialmente confirmada pelas autoridades e deverá ser apurada durante a investigação.

A Polícia Militar informou que o caso foi enquadrado, inicialmente, como registro não autorizado da intimidade sexual. A vítima autorizou a divulgação da ocorrência. O material apreendido será analisado para esclarecer o conteúdo armazenado no celular e verificar a existência de outros crimes.

O episódio gerou revolta entre moradores e frequentadores da praia e reacendeu o debate sobre assédio, privacidade e segurança em espaços públicos. O caso segue sob investigação.

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