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Aeroporto de Navegantes é vendido para grupo mexicano

FOTO: REPRODUÇÃO

O aeroporto de Navegantes foi vendido pelo grupo Motiva (ex-CCR) ao grupo mexicano Aeropuerto de Cancún, que adquiriu um pacote de 20 terminais por R$ 11,5 bilhões. O valor envolve R$ 5 bilhões pelo pagamento das ações e R$ 6,5 bilhões em dívidas que serão assumidas pela compradora.

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A Motiva, responsável pelos aeroportos de Navegantes e Joinville, informou a negociação aos acionistas na terça-feira (19). O processo estava em andamento desde o início do ano. A Aeropuerto de Cancún é subsidiária do grupo Aeroportuario del Sureste (Asur), que busca ampliar sua atuação no Brasil.

O fechamento da transação depende de ajustes financeiros e de aprovações regulatórias no Brasil e no exterior, o que deve ocorrer até 2026. Até lá, a Motiva permanece na gestão dos terminais, mantendo equipes, contratos vigentes e as exigências das concessões.

Com a venda, a Motiva informou que irá concentrar investimentos nos setores rodoviário e ferroviário, alegando que a operação está alinhada ao plano estratégico de simplificação do portfólio. A transação contou com assessoria financeira dos bancos Lazard e Itaú BBA, além de consultoria jurídica do escritório Pinheiro Neto Advogados.

O grupo mexicano comunicou a aquisição ao ministro dos Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, destacando experiência no setor com operações no México e em outros países da América Latina. Para o ministro, a negociação fortalece a aviação brasileira e amplia a relação comercial entre Brasil e México.

Segundo Silvio Costa Filho, a transação abre espaço para aumentar a oferta de voos e o fluxo turístico entre os países. De janeiro a setembro, o Brasil registrou 1.375 voos para o México, alta de 17% em relação ao ano anterior, com 253 mil passageiros transportados.

O ministro afirmou ainda que Brasil e México têm potencial para se tornarem hubs estratégicos na América Latina, conectando Estados Unidos e países sul-americanos. Ele destacou que os novos investimentos se somam às concessões brasileiras e às melhorias previstas na infraestrutura aeroportuária.

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