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Enfermeira morre três dias após receber alta com diagnóstico de gases

FOTO: REPRODUÇÃO

A enfermeira pediátrica Paula Ivers, de 47 anos, morreu três dias depois de receber alta médica com diagnóstico de refluxo, mesmo relatando dor intensa no peito. Ela procurou atendimento afirmando sentir uma dor “pior que a do parto” e apresentava dificuldade para respirar, além de histórico familiar de doença cardiovascular. Exames realizados no hospital foram considerados normais, e ela foi liberada com recomendação de usar antiácido.

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Nos dias seguintes, Paula permaneceu abatida e com dores constantes. Três dias após a alta, foi encontrada morta em casa pela própria filha. A autópsia indicou dissecção da aorta torácica, ruptura grave na principal artéria do corpo que ocasiona hemorragia interna e parada cardíaca.

Uma análise independente apontou falhas no atendimento, incluindo a ausência da medição da pressão arterial nos dois braços exame recomendado para quadros de dor torácica severa e a falta de registro adequado sobre o histórico familiar. A enfermeira também teria sido classificada como paciente de baixo risco.

A família acusa o sistema de saúde de negligência e afirma que Paula acreditava que seria internada devido à gravidade dos sintomas. Após a morte, autoridades determinaram a revisão de protocolos para evitar falhas semelhantes.

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