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O senador Jorge Seif (PL-SC) fez um discurso firme nesta terça-feira (4) no plenário do Senado, saindo em defesa da família Bolsonaro e criticando o que chamou de “ingratidão” e “traição” dentro do Partido Liberal de Santa Catarina. A fala ocorre em meio à disputa interna que envolve a candidatura de Carlos Bolsonaro (PL-RJ) ao Senado em 2026 — uma indicação direta do ex-presidente Jair Bolsonaro.
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Sem citar nomes, Seif mandou um recado claro para aliados que, segundo ele, “esqueceram de onde vieram” e estão se voltando contra a liderança que os projetou. “O PL não seria nada sem Bolsonaro. Muitos que hoje se dizem líderes da direita sequer existiriam politicamente se não fosse o apoio do presidente. Agora, preferem atacar em vez de reconhecer o que foi construído”, afirmou.
O senador defendeu a presença de Carlos Bolsonaro na corrida eleitoral, destacando o papel da família Bolsonaro na formação do movimento conservador brasileiro. “Carlos é um soldado leal. E Santa Catarina sempre foi um estado que abraçou o conservadorismo, a família e os valores cristãos. Nada mais justo do que termos um Bolsonaro representando esse povo no Senado”, declarou.
Seif também reafirmou o apoio à deputada federal Caroline de Toni (PL) e ao senador Esperidião Amin (PP), reforçando que “quem deve decidir é o povo catarinense nas urnas, e não meia dúzia de vaidades políticas”.
As declarações do senador foram uma resposta indireta à deputada estadual Ana Campagnolo (PL), que recentemente criticou a entrada de Carlos Bolsonaro na disputa e apontou “desorganização” dentro do partido. Seif rebateu dizendo que “a direita precisa de união e disciplina, não de brigas públicas que só alimentam a esquerda”.
O discurso do senador reflete o sentimento de parte da base bolsonarista em Santa Catarina, que vê com preocupação o desgaste interno do PL. Para Seif, “é hora de lembrar quem colocou a direita no mapa político do país e seguir lutando pelo mesmo propósito: defender a liberdade, a família e o legado de Jair Bolsonaro”.


05/11/2025