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Ferry boat vira caso de polícia: empresa bloqueia saída e cancela atinge veículo de motorista

Na manhã desta segunda-feira (29), usuários que utilizaram o ferry boat em Navegantes para atravessar até Itajaí enfrentaram uma situação de tumulto e indignação. O sistema de pagamento via Pix apresentou problemas, e os funcionários da empresa passaram a obrigar os motoristas a se deslocarem até um mercado próximo, no lado de Itajaí, para realizar o pagamento em espécie. No local, os clientes eram cobrados uma taxa de R$5 a mais para conseguir sacar o valor da travessia, que custa R$ 9,05.

Um dos motoristas, ao reclamar da situação, acabou sendo surpreendido pela atitude dos funcionários. Ao tentar sair com o carro, a cancela foi baixada e atingiu seu veículo, causando danos na coluna e no capô. Ele afirmou que em nenhum momento se negou a pagar, mas que o problema do sistema não era de sua responsabilidade. A Polícia Militar foi acionada, e o condutor permaneceu no local até a chegada da viatura.

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O vereador Julio Bento (PSD) expôs o caso nas redes sociais e relembrou da Lei nº 18.853, aprovada em 31 de janeiro de 2024, que obriga concessionárias de transporte hidroviário, como ferry boat e balsas, a aceitarem pagamentos via Pix ou cartão de débito e crédito. A legislação prevê ainda que, caso o pagamento seja negado, o usuário tem direito à travessia gratuita, além disso a empresa pode ser multada em R$ 10 mil por cada negação. Até o momento, a NGI Sul, responsável pela operação, não se manifestou sobre o episódio.

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