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A Polícia Civil concluiu o inquérito sobre a morte de um menino de quatro anos em Florianópolis e apontou que o padrasto pesquisou em um aplicativo de inteligência artificial sobre enforcamento de criança no mesmo dia do crime. Ele, de 23 anos, e a mãe da vítima, de 24, foram indiciados por homicídio qualificado — por meio cruel e contra menor de 14 anos.
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Segundo o inquérito, no celular do suspeito havia a pergunta: “O que acontece se ficar enforcando muito uma criança?”. O aplicativo respondeu que a prática é extremamente perigosa, “nunca deve ser feita”, e detalhou possíveis consequências no corpo humano.
O laudo necroscópico concluiu que a causa da morte foi choque hemorrágico decorrente de traumatismo abdominal provocado por instrumento contundente. Para a polícia, os indícios mostram que a criança sofria maus-tratos, com agressões praticadas pelo padrasto e com conhecimento da mãe.
Com a conclusão do inquérito, o caso foi encaminhado à 36ª Promotoria da Capital, onde o promotor André Otávio Vieira de Mello decidirá se oferece denúncia, solicita novas diligências ou arquiva.
Relembre o caso
O menino foi levado ao Multi Hospital, no Sul da Ilha, em parada cardiorrespiratória e com múltiplas lesões pelo corpo, incluindo marcas no abdômen, costas e uma mordida na bochecha. Vizinhos relataram que o padrasto pediu ajuda a uma moradora enfermeira para o transporte até a unidade.
O casal foi preso em flagrante. A mãe foi solta em audiência de custódia por estar grávida, enquanto o padrasto permanece preso.


29/08/2025