Foto: Divulgação
Mais de 100 pinguins-de-Magalhães (Spheniscus magellanicus) foram encontrados mortos na praia de Balneário Piçarras nesta segunda-feira (18). Os animais foram recolhidos por equipes da Univali – Unidade Penha, que executa o Trecho 4 do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS).
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De acordo com o projeto, a presença da espécie no litoral catarinense entre maio e outubro é comum, assim como a mortalidade em grande número. O fenômeno está ligado ao processo migratório, período em que os animais enfrentam alto gasto energético, infecções e fragilidade física. Muitos encalham mortos, enquanto outros chegam vivos, mas em estado crítico.
O PMP-BS destacou que juvenis, por serem inexperientes, são os mais afetados. Mudanças climáticas, poluição e pesca também podem agravar a situação.
Em 2025, apenas no trecho entre Barra Velha e Governador Celso Ramos, já foram registrados 530 pinguins: 486 mortos e 44 vivos. Os números devem aumentar até o fim da temporada migratória, mas ainda estão dentro da média dos anos anteriores.
Orientações à população
O PMP-BS reforça que, ao encontrar aves debilitadas ou mortas, a população deve seguir as seguintes recomendações:
O que não fazer:
- Não se aproximar desnecessariamente, para evitar estresse no animal;
- Não tocar nem acariciar;
- Não devolver o animal ao mar;
- Não tentar alimentá-lo;
- Não colocá-lo em geladeira — os pinguins não vivem em gelo extremo.
O que fazer:
- Acionar o PMP-BS pelo telefone 0800 642 3341 (8h30 às 17h30);
- Se possível, colocar o animal em uma caixa de papelão forrada com pano seco, sem molhar;
- Enviar foto e localização pelo WhatsApp (47) 99214-0960.
O projeto é uma exigência do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Ibama para as atividades da Petrobras na Bacia de Santos.


19/08/2025